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Som de estrelas sobre águas internacionais. Escultura/2006
nada mais que um convite a monocromia negra, ao silêncio abissal, e a imobilidade oceânica aludidas nessa algazarra branca. As cataratas em um copo d’água. Bachelard falava em um narcisismo cósmico; O universo se contempla, se fascina e se aprofunda na ação reflexiva das águas. Em meio a essa liquidez sem pátria, (des)território livre e inacessível (a não ser pela inclinação imaginativa daquele que sonha), a possível estagnação de um oceano espesso reproduz a sonoridade crepuscular da noite. O firmamento consolida-se e o universo submerge em sua imagem. Ninguém jamais o (ou)viu. Um som precipita-se nas águas. Para se escutar melhor (aqueles com discernimento ou intuição bem o sabem) se faz necessário fechar os olhos. A se saber, o universo é sempre mais criterioso que o homem.
nada mais que um convite a monocromia negra, ao silêncio abissal, e a imobilidade oceânica aludidas nessa algazarra branca. As cataratas em um copo d’água. Bachelard falava em um narcisismo cósmico; O universo se contempla, se fascina e se aprofunda na ação reflexiva das águas. Em meio a essa liquidez sem pátria, (des)território livre e inacessível (a não ser pela inclinação imaginativa daquele que sonha), a possível estagnação de um oceano espesso reproduz a sonoridade crepuscular da noite. O firmamento consolida-se e o universo submerge em sua imagem. Ninguém jamais o (ou)viu. Um som precipita-se nas águas. Para se escutar melhor (aqueles com discernimento ou intuição bem o sabem) se faz necessário fechar os olhos. A se saber, o universo é sempre mais criterioso que o homem.
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